Em Cena:

"Herança de Jeremias"

Sinopse

Instalada no meio da praça da cidade, do largo da aldeia, numa rua, num parque da cidade, à frente de um teatro, ou de um centro cultural:

A Cabana do Jeremias, um estranho e carismático edifício, claramente construída aos poucos por uma mão nem sempre “expert” no que diz respeito à construção civil, mas com muito amor e muita paixão.

É o lar de um campeão, parte estábulo, parte local de devoção, parte museu, testemunho das muitas conquistas de Jeremias Sénior (o Jockey) e Jeremias VI (o burro). No exterior da cabana, muitos sinais destas conquistas: medalhas, retratos, fitas vencedoras, taças e muito mais, para além de fardos de feno e outros objectos próprios para o bem-estar de um burro.

Mas a morte trágica de Jeremias (o Jockey), devido à inédita queda de Jeremias (o burro) naquela que era suposta ser a sua última vitória na Grande Corrida de Burros antes da gloriosa e bem merecida reforma de Jeremias e Jeremias, muda tudo.

Entram José (o cornudo) e Joaquim (o bêbado), os dois herdeiros de Jeremias com as suas respectivas famílias: Josefina (a fresca), Jorgina (a negociante) e Jeremias Júnior (o estudioso).

Temos partilhas!

E é aqui que começam os verdadeiros problemas:

Como dividir uma cabana?
Como dividir um curral?
E acima de tudo...
Como dividir um burro?

Uma família, duas facções, uma guerra.

Estranha, bizarra e divertidíssima, do princípio ao fim, esta comédia visual, musical e muito teatral, faz da dor e do conflito, primeiro uma farsa e mais tarde uma celebração da união e do amor fraternal, no sentido mais abrangente desta palavra.

A Herança de Jeremias deixa-nos cheios de esperança.

Mesmo quando os problemas parecem não ter solução e as guerras parecem não ter fim, o regresso às vitórias está ao virar da esquina.

Como dizia o velho Jeremias: “Há que ter fé e um bom Burro”

FICHA ARTÍSTICA

Texto: criação colectiva
Encenação: Graeme Pulleyn e Walter Janssens
Direcção musical: Walter Janssens
Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Isabel Fernandes Pinto e Rebeca Cunha
Cenografia, adereços e figurinos: Maria João Castelo
Construção de cenário: Carlos Cal
Assistência à construção de cenário: Maria da Conceição Almeida
Costureiras: Capuchinas CRL e Maria do Carmo Félix
Desenho de luz: Paulo Duarte
Operação técnica: Carlos Cal
Direcção de produção: Paula Teixeira
Assistente de produção: Susana Duarte
Assessoria de imprensa: Paula Teixeira e Susana Duarte
Cartaz: Helen Ainsworth
Estagiárias: Tânia Silva e Carla Tomás