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O Festival Altitudes, que começou em 1998 como uma troca de espectáculos entre duas
ou três companhias, hoje em dia propõe ao seu público doze espectáculos de teatro nacionais e internacionais, sete concertos de música, três espectáculos de dança, residências, ateliers e exposições de artes plásticas, um ciclo de cinema, um desfiles de moda e uma conferências.
O seu público, único e heterogéneo, composto por residentes e naturais das aldeias do Montemuro, visitantes e turistas de todo país
e do estrangeiro espera ansiosamente este ponto alto no verão serrano. Lavrador
senta-se ao lado de juiz, operário ao lado de empresário, reformado ao lado de jovem desempregado.
As companhias que passaram pelo
Altitudes, como
O Bando, Os Artistas Unidos,
O Teatro da Garagem vieram dos grandes centros urbanos
e deliciaram-se com um público inteligente e exigente, honesto e aberto. O nosso único critério é a qualidade, a única exigência bons espectáculos.
A diversidade é fundamental em compensador a fidelidade de espectadores que voltam
noite após noite, ano após ano, em números cada vez mais elevados, para encher os 200 lugares do Espaço Montemuro. Alias o único problema do festival tem sido gerir uma sucessão de lotações esgotadas.
Desde 2004, para alem da sala principal do
Espaço Montemuro, existe um segundo espaço, uma tenda cuja programação é vertiginosa: ateliers de artes plásticas e conferências à tarde, espectáculos de música e sessões de cinema à noite. Como se os espaços mais convencionais não conseguissem conter toda
a energia, o festival brota para as ruas e as eiras da aldeia de Campo Benfeito e até para a própria serra. |